quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DÉCIMO SEGUNDO ENCONTRO - TP 6: O processo de produção textual-Revisão e Edição\Literatura para adolescentes.
Iniciamos nosso encontro às 7:00hs do dia 18\08\2011, no auditório da E.M.Profº Eduardo Pereira Calado.
Assistimos a algumas mensagens que nos fizeram pensar sobre nossas práticas pedagógicas. Em seguida passamos ao estudo da unid. 23 ( O processo de produção textual: revisão e edição) no qual fizemos pudemos ver que:
Ao elaborarmos um texto percorremos algumas etapas, tais como: planejar, escrever, revisar e editar. Na revisão o escritor faz uma atenta leitura do que foi produzido, relacionando o resultado esperado com o obtido, é nessa etapa que o autor-escritor vai se distanciando da obra e reaproxima-se novamente na condição de leitor, para assim decidir se o texto produzido pode ser lido e compreendido por outros.
Fizemos a leitura do texto da pág. 121 e em seguida, pedi que cada um fizesse um resumo do texto lido e depois analisasse seu resumo segundo algumas orientações do livro.
Vimos também que quando examinamos o tipo de retorno que muitos professores dão aos textos de seus alunos notamos que existem alguns desacordos que podem levar à ineficácia do processo de revisão.
Um procedimento interessante é o professor apresentar a seus alunos listas que o ajudem a verificar seu texto durante a revisão.
Vimos uma dessas listas sugeridas por Scardamalia e Bereiter para que o aluno trabalhe o desenvolvimento local e geral do texto ( no livro, pág. 131).
A etapa de revisão é desencadeada após a escrita do primeiro rascunho, da primeira versão do texto.
E neste momento a sua avaliação deve ser inserida numa perspectiva comunicativa, considerando os elementos das situações de comunicação, do processo de produção e do tema, apontando aquilo que é relevante e aquilo que precisa ser reescrito com clareza e objetividade.
EDIÇÃO
A edição é a etapa em que se revisa mais uma vez o texto para produzir a última versão. Nesta etapa, há uma apropriação diferenciada da noção de audiência, de suporte, coerência e coesão. Fazem-se os últimos retoques, verificam-se a forma, inclusive de ortografia e pontuação.
Se, por exemplo, existe alguma dúvida quanto à organização de um dado trecho do texto, o autor é capaz de definir enquanto escreve ou no processo de revisão uma questão como “isto não está claro, não está suficiente”, o que o levaria a “reelaborar de forma mais clara”. Escritores maduros estão em um contínuo processo de reflexão.
Passamos então à discussão sobre a unid. 24: Literatura para adolescentes, e percebemos que os estudos em torno da leitura dos adolescentes são poucos e são totalmente convergentes. Concordam, no entanto, em um ponto: a leitura deles não coincide com aquela que nós, adultos em geral e educadores, em especial, gostaríamos que eles lessem 
O problema não é só “O que”, “Quanto”, mas “Como” leem:
         Nossos alunos, quando muito, leem de modo superficial “leem a linha”, mais fácil de ser apreendida numa leitura rápida;
         A dificuldade com relação à leitura autônoma, mesmo de significados superficiais e evidentes, leva à pouca criticidade e ausência de inferências;
         Nossos alunos leem pouco além do exigido pela escola, e em geral essa leitura não escolar elege poucas vezes o livro. Privilegiam os textos curtos, em revista ou jornal, o que parece contribuir decisivamente para uma leitura rasa.
Já sabemos que nossos alunos leem pouco.
Percebemos também que seus problemas de leitura estão ligados também a uma leitura insuficiente do professor e de práticas pouco produtivas da escola, em torno do ato de ler.
O Professor precisaria insistir em leituras mais longas, completas, e dar um espaço para o livro de literatura.
As propostas de leitura que fazemos não deve deixar a impressão de que resulta de um trabalho solto, leviano ou irresponsável. Muito ao contrário, ela exige atenção aguda e constante com relação ao que nossos alunos estão lendo.Afinal uma boa literatura aposta no novo, no diferente,na expressão mais democrática e subversiva do mundo
O Professor tem que ter ENTUSIASMO, conhecimento em torno da literatura e contato constante com obras literárias. Para assim poder ENTUSIASMAR seus alunos.
Terminado este momento, falamos um pouco sobre o Projeto do Gestar: "RODA DE LEITURA: UMA PRÁTICA PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES", projeto que será desenvolvido por todas as cursistas em suas devidas salas e escolas.
Comentamos sobres as dificuldades no desenvolvimento de alguns "avançando na prática". Logo após dei "uma olhadinha" nas pastas de algumas cursistas e frisei a importância de colocarem em dia o trabalho. Pois assim os alunos caminham no conhecimento junto conosco. Se atrazam muito e depois irão se sentir perdidas e desmotivadas para aplicar as atividades. 
Encerramos nosso encontro com uma breve avalição de dia na qual todos demonstram satisfação em estar participando.
Até a próxima...
                             ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO

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