terça-feira, 20 de setembro de 2011

DÉCIMO QUARTO ENCONTRO TP 1: O texto como centro no ensino da língua/A intertextualidade.
Nosso encontro aconteceu no dia 15/09/2011, na salinha do GESTAR, E.M. Profº Eduardo Pereira Calado,  das 7:30 às 11:30.
Iniciamos o encontro assistindo a um vídeo de motivação : " Você faz a diferença", para podermos refletir sobre nossas práticas tanto pedagógicas quanto pessoais.
Cada cursista expôs suas dificuldades e acertos no desenvolvimento dos AVANÇANDO NA PRÁTICA, muitas sugeriram atividades dos AAs, algumas  tiveram dificuldades em umas atividades e em outras, facilidades. Isso ajuda a interação entre elas, pois uma auxilia a outra nas dificuldades e ajuda com as sugestões.
Passamos a uma conversa sobre o assunto da unidade em estudo. Fiz a pergunta: O QUE É TEXTO ?????  Relembrando e analisando os livros didáticos da década de 70 e o modo como fomos ensinados a trabalhar com textos, percebemos que a visão do uso do texto, hoje é muito diferente daquela época.E iniciamos a discussão até chegarmos à conclusão: TEXTO é toda e qualquer unidade de informação e interação, seja ela ORAL ou ESCRITA, VERBAL ou NÃO-VERBAL .
 O texto deverá ser a base de todas as atividades de linguagem.É um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto: um, a partir dos recurso usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu  texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido.
Os atos de ouvir, falar, ler e escrever devem ser trabalhados cuidadosamente pela ESCOLA.
Da mesma forma, a Análise Linguística só será significativa se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da sintaxe.
OS PACTOS DE LEITURA
O locutor, mesmo sem querer, dá indicações de como pretende que seu texto seja lido.
Estabelece com seu interlocutor um “ Pacto de leitura “.
O interlocutor, por sua vez, também com maior ou menor clareza, percebe essas dicas passadas pelo texto. E o lê ou não, ou o lê de determinado modo, de acordo com seu interesse.
A INTERTEXTUALIDADE
É o que ocorre toda vez que um texto tem relações claras com outro, ou outros. É um diálogo de um texto com outro.
Ocorre nas mais diversas situações e nos mais diversos tipos de comunicação. Nas manifestações artísticas e no nosso cotidiano.
ISSO PORQUE A CULTURA É CLARAMENTE INTERTEXTUAL. Sempre retoma as experiências humanas.
AS VÁRIAS FORMAS DE INTERTEXTUALIDADE
Exemplo:
Temos processos intertextuais que envolvem o texto inteiro e pontuais, que retomam apenas um ou alguns elementos do texto, veja:
  PARÓDIA : inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua ideia central. Em geral, é crítica.
EXEMPLOS:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)
A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
   PARÁFRASE : acompanha de perto o texto original, como acontece nos resumos, adaptações e traduções. Exemplo:
“Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!”
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
  PASTICHE: procura aproveitar a estrutura, o clima, determinados recursos de uma obra. Imitação ruim de uma obra literária ou artística. Espécie de representação lírica com uma miscelânea de várias obras.
CITAÇÃO: consiste em apresentar um trecho, um dado da obra. O segundo procurar deixar claro o texto original;
EPÍGRAFE: tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre como abertura do segundo texto;
REFERÊNCIA: é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto;
ALUSÃO: é o aproveitamento de um dado de um texto, sem indicações ou explicitações.
A Intertextualidade também acontece nas imagens:





PONTO DE VISTA
Aqui não se trata do ponto de vista, OPINIÃO. Mas sim do lugar ou ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela somente as posições do locutor: pode ser usado para criar posicionamentos ou emoções no interlocutor.  O sentimento que certa leituras despertará em você vai depender do seu Ponto de Vista.

Terminado este momento de reflexão, fizemos a leitura do texto proposto na oficina desta TP: A língua. As cursistas dividiram-se em duplas e elaboraram planos de aula para uma atividade de leitura e produção de texto baseado no texto lido.
Cda dupla apresentou seu plano para a turma e cada plano discutia-se sobre as estratégias, a metodologia... Enfim, todos opiniram nos planos de todos.
Para encerrar fizemos a valiação do encontro e percebemos que ainda temos muitas dificuldades em lidar com as Varianções Linguísticas e que é preciso muito cuidado para não deixarmos refletir isso em nossos alunos.
ATÉ O PRÓXIMO ENCONTRO!!!
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO


DÉCIMO TERCEIRO ENCONTRO:
TP1: VARIANTES LINGUÍSTICAS - DIALETOS E REGISTROS.
Este nosso encontro foi realizado dia 01/09/2011, na STE da E.M. Profº Eduardo Pereira Calado, das 7:30 às 11:30.
Iniciamos fazendo um apanhado geral do conteúdo desta TP:
  Vimos que:
As incontáveis possibilidades de uso que qualquer língua oferece à comunidade que a usa são a melhor prova de que ela é um sistema, sim, mas aberto e em construção.
A língua apresenta certas regularidades que todo falante deve seguir sob pena de não criar um enunciado reconhecido como da língua e não ser compreendido.
 Tem regularidades, um sistema a ser seguido. Mas, como é um sistema aberto, oferece inúmeras possibilidades de variação de uso:
¢Variantes comuns a um grupo, chamadas Dialetos;
¢Variantes do uso de cada sujeito, chamadas de Idioletos
Os principais Dialetos são: etário ( da criança, do jovem, do adulto); geográfico ou regional (varia de um lugar para outro); gênero ( feminino ou masculino); social (popular ou culto); profissional (varia de acordo com a profissão).
Os dialetos são equivalentes do ponto vista linguístico: nenhum é melhor que o outro. Considerar um superior a outro é um preconceito sem fundamento.
O Idioleto é o conjunto de marcas pessoais de cada indivíduo, como resultante do cruzamento de vários dialetos ( etário, regional, profissional, de gênero, social) que constituem a sua fala.
É PESSOAL E ÚNICO.
Cada uso individual e momentâneo da língua constitui o que chamamos de REGISTRO.
É a variante escolhida pelo sujeito em cada ato específico de comunicação. São basicamente dois: FORMAL e INFORMAL, de acordo com a situação.
NÃO EXISTE REGISTRO CERTO OU ERRADO E SIM ADEQUADO E INADEQUADO
VARIANTES LINGUÍSTICAS:Desfazendo equívocos
Para começar a desfazer esses equívocos pedi que as cursistas respondessem a estas perguntas:
1.Você considera que usa a NORMA CULTA?
2.A forma como você usa a NORMA CULTA já constrangeu você ou seu interlocutor?
3.Como você vê o ensino da NORMA CULTA  a seus alunos?
 COMEÇAMOS A REFLEXÃO, ENTÃO:
¢A norma culta, por ser um dialeto, não é melhor do que os outros;
¢Aprender a norma culta é ter mais uma opção de uso da língua, importante em muitos momentos e ambientes. Quanto mais opções o sujeito tiver de uso da língua, mais ele vai poder atuar na sua comunidade e se desenvolver como cidadão;
¢Ninguém deve ser discriminado por apresentar um comportamento linguístico diferente do outro.  
A norma culta é um dos dialetos definidos por critérios socioculturais. Como para todas as línguas, foi escolhida como Norma Padrão, que é usada nos documentos, sobretudo oficiais, em grande parte da literatura, dos escritos e falas da imprensa. Sua maior característica é a correção pautada na gramática normativa.


 O TEXTO LITERÁRIO: Caracterizando o texto literário
O texto literário caracteriza-se como aquele que apresenta liberdade completa no uso das variantes da língua. O autor pode empregar a norma culta ou o dialeto popular, o registro mais formal ou informal, tudo vai depender de suas intenções, do assunto, do ambiente e dos personagens retratados.
Cada texto literário é que vai criando os limites e adequação de cada escolha do autor.
MODALIDADES DA LÍNGUA
São duas as modalidades da língua: ORAL e ESCRITA. Ambas são igualmente importantes e apresentam as possibilidades de uso, tanto do registro formal como do informal
As duas devem ser trabalhadas na escola: ouvir e falar, ler e escrever, devem ser atividades constantes na sala de aula.
Passamos então à exposição das atividades realizadas em sala de aula, sugeridas no avançando na prática.
Fizemos a leitura do  texto "a outra senhora" (carlos drumond de andrade), sugerido na oficina 1 deste tp, dividi aturma em duplas e resolvemos as questões propostas.
Finalizamos esta parte com exposição e discussão das respostas das duplas.
Para finalizarmos, fez-se avaliação desta oficina, quando pudemos perceber o quanto estamos crescendo nesta caminhada com o gestar. muitas cursista que nunca falavam, hoje participaram, emitiram suas opiniões e falaram de seus alunos e de suas dificuldades.
ESPERO QUE TODOS CRESÇAMOS MUITO MAIS ATÉ O FINAL.
ATÉ A PRÓXIMA!!!!
                                                   ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO