sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DÉCIMO SEXTO ENCONTRO

Este encontro começou as 7:30, na salinha do Gestar, na E. M. Profº Eduardo Pereira Calado.
Iniciamos relembrando os conteúdos destas unidades que falam de "ARTE E COTIDIANO" e " LINGUAGEM FIGURADA".
A ARTE está presente em nosso dia-a-dia e nós nem percebemos.
“A arte é cultural, é uma construção histórica, a forma de expressar por meio dela e de percebê-la muda sempre conforme os tempos e os lugares”. Analisamos as atividades da Tp2 pág.78.
 A partir dessa perspectiva, é possível pressupor que criar e ou apreciar a arte, é uma “construção” individual .
Nós professores, temos o dever de “criar oportunidades para que os alunos não só experimentem criar como também desenvolvam suas qualidades de fruidores da arte”. (Tp2 pág.82)
Para tanto, é necessário levar para a sala de aula, além da literatura, outras manifestações artísticas: músicas, pinturas, filmes, arquitetura, fotografia... Buscando instigar o olhar, ampliando a reflexão e a visão de mundo de cada um.
 COMENTAMOS  AVANÇANDO NA PRÁTICA, PÁG. 83
ARTE: CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
A arte é uma forma de conhecimento que está muito ligada ao nosso cotidiano, embora nem sempre nos demos conta disso. Cada vez mais, torna-se difícil no mundo atual, estabelecer uma divisão clara entre o que é e o que não é arte, devido à facilidade de acesso às obras de arte  a à sua produção.
As principais características da arte são : a fantasia, a interpretação da realidade, a conotação e a paixão pela forma.
Essas características criam um papel importante: por intermédio da fantasia e do jogo, a arte é um convite à (re) interpretação do mundo. Ao procurar expressar-se, o artista convida o próprio leitor a desvendar o mundo.
LINGUAGEM FIGURADA
Em nosso último encontro vimos que uma das características fundamentais da oralidade é a tendência à exposição mais clara da emoção surgida da situação discursiva.
Esse afloramento dos sentimentos e emoções faz aparecer uma série de recursoslingüísticos que têm exatamente a função de evidenciar esses estados de espírito, ainda que o falante não tenha consciência deles, ou não seja letrado.
Esses recursos constituem a chamada Linguagem Figurada.
Essa Linguagem se dá tanto na modalidade oral quanto escrita da língua.
Embora não nos demos conta disso, as figuras de linguagem são muito comuns na nossa fala. São usadas exatamente porque o sentido mais comum, denotativo, das palavras não nos parece suficiente para expressar a carga de sentimentos que queremos revelar em certa situação comunicativa.
LEMBREMOS AQUI DAS FIGURAS DE LINGUAGEM:
a comparação: figura mais comum em nossa linguagem, estabelece um paralelo entre dois seres, por meio de um nexo que pode ser de igualdade (como, feito, que
nem, qual, parece, lembra, etc) ou de superioridade (mais....que).

 
COMENTAMOS  AVANÇANDO, PÁG. 95

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OLÁ, QUERIDOS!
Hoje vamos falar do nosso décimo quinto encontro que aconteceu dia 28/09/2011, na salinha do Gestar, que fica E.M. Profº Eduardo Pereira Calado, das 7:30 às 11:30.
Nosso encontro começou com uma bricadeira que é uma versão daquela do Programa Raul Gil: "Para quem você tira o Chapéu".
Foi muito divertido, serviu para descontrair e elevar a autoestima das cursistas.
Fizemos um apanhado geral do conteúdo desta TP: GRAMÁTICA E SEUS VÁRIOS SENTIDOS e FRASE E SUA ORGANIZAÇÃO.
Para começar iniciamos fazendo a leitura de um texto da página 14 e refletindo chegamos à conclusão de que  tanto a avó, como a babá ou a netinha, conseguiram manter um diálogo no qual cada uma entendeu perfeitamente a fala do outro. Isso aconteceu porque as três pessoas envolvidas CONHECEM o sistema da língua usada ( Língua portuguesa).

Temos aqui o primeiro sentido da palavra GRAMÁTICA :  é o conjunto de recursos linguísticos que o falante aciona, mesmo inconscientemente,  ao fazer uso da Língua, independente da sua escolaridade. Essa gramática é chamada de interna ou implícita.
Para o ensino da língua, é essencial o trabalho com essa gramática,  que pode e deve ser cada vez mais ampliada, o que se consegue através do ensino produtivo da língua, que privilegia o ensino da língua em uso e desenvolve novas habilidades do falante.
 RESOLVEMOS A ATIVIDADE 4, PÁG. 19, PARA REFLETIR:
Quando nos interessamos em alguma medida pela linguagem e sua realização na língua, analisando, observando,tirando conclusões, estamos refletindo sobre ela. É  que chamamos de GRAMÁTICA DESCRITIVA .
Usamos essa gramática para o Ensino Reflexivo da língua e este deve apoiar-se na gramática internalizada dos alunos: eles só podem efetivamente observar o que conhecem e dominam, como locutores e interlocutores.
Comentamos o   Avançando na Prática pág. 24
A Gramática Normativa, por muito tempo, foi o “guia de uso da língua”, estabelecendo o certo e o errado, privilegiando as regras do dialeto culto, visto como único válido e legítimo no ensino da língua.
Na unidade 2 do TP1 vimos que o trabalho com a Norma Culta trouxe alguns equívocos: a Norma culta e modalidade escrita – essa norma posse as duas modalidades – escrita e oral; Norma Culta, ligada à linguagem literária, o que não procede, pois de acordo com os objetivos do autor, ele pode afastar-se dessa norma. E por fim, vimos que a Norma Culta é apenas UM entre muitos dialetos que existem.
Após relembrarmos esses pontos, a que conclusão você pode chegar quanto à amplitude dos estudos da língua feitos pela GRAMÁTICA NORMATIVA ?
Esta gramática cria  o ensino Prescritivo , como se fizesse um receituário  de “ boas maneiras”, colocado à disposição dos falantes, especialmente dos alunos. Nela a Norma Culta parece ser a CERTA, a noção de erro e acerto é muito marcante, enquanto nas gramáticas descritivas e produtiva a noção mais importante é a adequação da linguagem a cada situação sociocomunicativa.
A Gramática Normativa tem o interesse voltado para as regras da norma culta, privilegiando ainda a modalidade escrita e linguagem  literária, o que restringe suas reais possibilidades de instaurar-se como centro dos estudos linguísticos  na escola. Hoje seu papel deve ser reduzido no ensino escolar: tem lugar quando o objetivo é o desenvolvimento da capacidade do aluno para usar a língua em situações de formalidade.
A FRASE E SUA ORGANIZAÇÃO

Todo texto oral ou escrito procura atrair o interlocutor. Nas nossa várias interações cotidianas, quando dizemos ou ouvimos: “Você não imagina o que me aconteceu hoje...”, ou “ Você já ouviu aquela piada da loira no supermercado...” ou “ Criança de dois anos é atropelada...”, estamos sempre procurando captar a atenção do outro.
Manchetes, títulos, imagens, tudo colabora para isso. Quanto maior o texto, maior necessidade terá ele de expedientes para manter essa atenção, e aqui entra o talento de cada locutor  para ir criando desafios e tensões  até o fim.
Para isso se faz uso das FRASES .
  A frase é a unidade do texto: caracteriza-se por apresentar, no contexto, uma unidade de sentido;
  A frase oral caracteriza-se por uma melodia específica, uma entoação capaz de transformar uma palavra em frase e  até em texto;
  A frase escrita caracteriza-se por começar com maiuscula e terminar com uma pontuação específica: ponto final,de exclamação, de interrogação, certos de reticências e mesmo dois pontos;
  A frase também não se caracteriza pela extensão: pode ter um único termo e pode também ter vários elementos.
  A frase pode ou não ser organizada em torno de um ou mais verbos;
  A frase que não apresenta verbo chama-se Nominal;
  A frase organizada em torno do verbo chama-se Período;
  Cada informação centrada em torno de um verbo cria uma oração;
  O período pode ser SIMPLES, quando apresenta apenas uma oração, ou COMPOSTO quando apresenta mais de uma oração. A oração, portanto, pode ser apenas parte de um período, e, nesse caso, não apresenta unidade de sentido;
  A oração que é única no período chama-se ABSOLUTA.
  MAIS IMPORTANTE  QUE ISSO É, NO TRABALHO COM A LINGUAGEM, CRIAR PARA OS ALUNOS POSSIBILIDADES DIVERSAS DE USO DA LÍNGUA, DE MODO QUE ELES POSSAM APROPRIAR-SE DOS MAIS DIFERENTES TIPOS DE ORGANIZAÇÃO DA FRASE.
  Mais uma vez o importante é insistir que só o contexto pode definir a melhor organização da frase ou do período. Portanto, cada caso é um caso. Isso quer dizer que às vezes é mais pertinente a frase ou o período curto; outras, o mais adequado é o período elaborado com mais orações, marcadas por relações mais complexas.
A seguir passamos à Partilha dos Avançando na Prática, todos falaram. Muitas têm tido dificuldades por causa da falta de disciplina por ter algumas salas muito lotadas, outras comentaram sobre o que deu certo e disseram estar muito satisfeitas com o GESTAR apesar do cansaço característico do fim de ano. Mas todas são unânimes em dizer que irão desistir, pois têm percebido mudanças, principalmente de atitudes, em seus alunos.
Realizamos a proposta de atividade da página 149. As cursistas fizeram seus Planos de Aulas baseados nos textos propostos, elaboraram atividades de Análise linguística, Leitura, interpretação e Produção de Texto.
Fizeram a exposição de seus trabalhos.
Lembrei a todas que nosso próximo encontro será dia 13/10/2011, no mesmo local e hora. O assunto do noss próximo encontro será :  A arte:formas e função e Linguagem Figurada.
Abraço a todos... Até a próxima...
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO

 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DÉCIMO QUARTO ENCONTRO TP 1: O texto como centro no ensino da língua/A intertextualidade.
Nosso encontro aconteceu no dia 15/09/2011, na salinha do GESTAR, E.M. Profº Eduardo Pereira Calado,  das 7:30 às 11:30.
Iniciamos o encontro assistindo a um vídeo de motivação : " Você faz a diferença", para podermos refletir sobre nossas práticas tanto pedagógicas quanto pessoais.
Cada cursista expôs suas dificuldades e acertos no desenvolvimento dos AVANÇANDO NA PRÁTICA, muitas sugeriram atividades dos AAs, algumas  tiveram dificuldades em umas atividades e em outras, facilidades. Isso ajuda a interação entre elas, pois uma auxilia a outra nas dificuldades e ajuda com as sugestões.
Passamos a uma conversa sobre o assunto da unidade em estudo. Fiz a pergunta: O QUE É TEXTO ?????  Relembrando e analisando os livros didáticos da década de 70 e o modo como fomos ensinados a trabalhar com textos, percebemos que a visão do uso do texto, hoje é muito diferente daquela época.E iniciamos a discussão até chegarmos à conclusão: TEXTO é toda e qualquer unidade de informação e interação, seja ela ORAL ou ESCRITA, VERBAL ou NÃO-VERBAL .
 O texto deverá ser a base de todas as atividades de linguagem.É um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto: um, a partir dos recurso usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu  texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido.
Os atos de ouvir, falar, ler e escrever devem ser trabalhados cuidadosamente pela ESCOLA.
Da mesma forma, a Análise Linguística só será significativa se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da sintaxe.
OS PACTOS DE LEITURA
O locutor, mesmo sem querer, dá indicações de como pretende que seu texto seja lido.
Estabelece com seu interlocutor um “ Pacto de leitura “.
O interlocutor, por sua vez, também com maior ou menor clareza, percebe essas dicas passadas pelo texto. E o lê ou não, ou o lê de determinado modo, de acordo com seu interesse.
A INTERTEXTUALIDADE
É o que ocorre toda vez que um texto tem relações claras com outro, ou outros. É um diálogo de um texto com outro.
Ocorre nas mais diversas situações e nos mais diversos tipos de comunicação. Nas manifestações artísticas e no nosso cotidiano.
ISSO PORQUE A CULTURA É CLARAMENTE INTERTEXTUAL. Sempre retoma as experiências humanas.
AS VÁRIAS FORMAS DE INTERTEXTUALIDADE
Exemplo:
Temos processos intertextuais que envolvem o texto inteiro e pontuais, que retomam apenas um ou alguns elementos do texto, veja:
  PARÓDIA : inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua ideia central. Em geral, é crítica.
EXEMPLOS:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)
A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
   PARÁFRASE : acompanha de perto o texto original, como acontece nos resumos, adaptações e traduções. Exemplo:
“Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!”
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
  PASTICHE: procura aproveitar a estrutura, o clima, determinados recursos de uma obra. Imitação ruim de uma obra literária ou artística. Espécie de representação lírica com uma miscelânea de várias obras.
CITAÇÃO: consiste em apresentar um trecho, um dado da obra. O segundo procurar deixar claro o texto original;
EPÍGRAFE: tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre como abertura do segundo texto;
REFERÊNCIA: é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto;
ALUSÃO: é o aproveitamento de um dado de um texto, sem indicações ou explicitações.
A Intertextualidade também acontece nas imagens:





PONTO DE VISTA
Aqui não se trata do ponto de vista, OPINIÃO. Mas sim do lugar ou ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela somente as posições do locutor: pode ser usado para criar posicionamentos ou emoções no interlocutor.  O sentimento que certa leituras despertará em você vai depender do seu Ponto de Vista.

Terminado este momento de reflexão, fizemos a leitura do texto proposto na oficina desta TP: A língua. As cursistas dividiram-se em duplas e elaboraram planos de aula para uma atividade de leitura e produção de texto baseado no texto lido.
Cda dupla apresentou seu plano para a turma e cada plano discutia-se sobre as estratégias, a metodologia... Enfim, todos opiniram nos planos de todos.
Para encerrar fizemos a valiação do encontro e percebemos que ainda temos muitas dificuldades em lidar com as Varianções Linguísticas e que é preciso muito cuidado para não deixarmos refletir isso em nossos alunos.
ATÉ O PRÓXIMO ENCONTRO!!!
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO