Nosso encontro aconteceu no dia 15/09/2011, na salinha do GESTAR, E.M. Profº Eduardo Pereira Calado, das 7:30 às 11:30.
Iniciamos o encontro assistindo a um vídeo de motivação : " Você faz a diferença", para podermos refletir sobre nossas práticas tanto pedagógicas quanto pessoais.
Cada cursista expôs suas dificuldades e acertos no desenvolvimento dos AVANÇANDO NA PRÁTICA, muitas sugeriram atividades dos AAs, algumas tiveram dificuldades em umas atividades e em outras, facilidades. Isso ajuda a interação entre elas, pois uma auxilia a outra nas dificuldades e ajuda com as sugestões.
Passamos a uma conversa sobre o assunto da unidade em estudo. Fiz a pergunta: O QUE É TEXTO ????? Relembrando e analisando os livros didáticos da década de 70 e o modo como fomos ensinados a trabalhar com textos, percebemos que a visão do uso do texto, hoje é muito diferente daquela época.E iniciamos a discussão até chegarmos à conclusão: TEXTO é toda e qualquer unidade de informação e interação, seja ela ORAL ou ESCRITA, VERBAL ou NÃO-VERBAL .
O texto deverá ser a base de todas as atividades de linguagem.É um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto: um, a partir dos recurso usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido.
Os atos de ouvir, falar, ler e escrever devem ser trabalhados cuidadosamente pela ESCOLA.
Da mesma forma, a Análise Linguística só será significativa se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da sintaxe.
OS PACTOS DE LEITURA
O locutor, mesmo sem querer, dá indicações de como pretende que seu texto seja lido.
Estabelece com seu interlocutor um “ Pacto de leitura “.
O interlocutor, por sua vez, também com maior ou menor clareza, percebe essas dicas passadas pelo texto. E o lê ou não, ou o lê de determinado modo, de acordo com seu interesse.
A INTERTEXTUALIDADE
É o que ocorre toda vez que um texto tem relações claras com outro, ou outros. É um diálogo de um texto com outro.
Ocorre nas mais diversas situações e nos mais diversos tipos de comunicação. Nas manifestações artísticas e no nosso cotidiano.
ISSO PORQUE A CULTURA É CLARAMENTE INTERTEXTUAL. Sempre retoma as experiências humanas.
AS VÁRIAS FORMAS DE INTERTEXTUALIDADE
Exemplo:
Temos processos intertextuais que envolvem o texto inteiro e pontuais, que retomam apenas um ou alguns elementos do texto, veja:
› PARÓDIA : inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua ideia central. Em geral, é crítica.
EXEMPLOS:
PONTO DE VISTA
EXEMPLOS:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do exílio - Gonçalves Dias, poeta romântico brasileiro)
A paródia de Oswald de Andrade:
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
› PARÁFRASE : acompanha de perto o texto original, como acontece nos resumos, adaptações e traduções. Exemplo:“Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!”
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
› PASTICHE: procura aproveitar a estrutura, o clima, determinados recursos de uma obra. Imitação ruim de uma obra literária ou artística. Espécie de representação lírica com uma miscelânea de várias obras.
› CITAÇÃO: consiste em apresentar um trecho, um dado da obra. O segundo procurar deixar claro o texto original;
› EPÍGRAFE: tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre como abertura do segundo texto;
› REFERÊNCIA: é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto;
› ALUSÃO: é o aproveitamento de um dado de um texto, sem indicações ou explicitações.
A Intertextualidade também acontece nas imagens:
A Intertextualidade também acontece nas imagens:
PONTO DE VISTA
Aqui não se trata do ponto de vista, OPINIÃO. Mas sim do lugar ou ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela somente as posições do locutor: pode ser usado para criar posicionamentos ou emoções no interlocutor. O sentimento que certa leituras despertará em você vai depender do seu Ponto de Vista.
Terminado este momento de reflexão, fizemos a leitura do texto proposto na oficina desta TP: A língua. As cursistas dividiram-se em duplas e elaboraram planos de aula para uma atividade de leitura e produção de texto baseado no texto lido.
Cda dupla apresentou seu plano para a turma e cada plano discutia-se sobre as estratégias, a metodologia... Enfim, todos opiniram nos planos de todos.
Para encerrar fizemos a valiação do encontro e percebemos que ainda temos muitas dificuldades em lidar com as Varianções Linguísticas e que é preciso muito cuidado para não deixarmos refletir isso em nossos alunos.
ATÉ O PRÓXIMO ENCONTRO!!!
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO




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