TP4 UNIDs. 15 e 16: MERGULHO NO TEXTO E A PRODUÇÃO TEXTUAL- CRENÇAS E TEORIAS
Nos encontramos novamente, na E. M. PROFº EDUARDO PEREIRA CALADO, às 7:00, no dia 02/06/2011, para a realização da oficina referente ao TP4-unidades 15 e 16 que tratam dos assuntos: MERGULHO NO TEXTO e A PRODUÇÃO TEXTUAL:CRENÇAS, TEORIAS E FAZERES.
Iniciamos relembrando o conteúdo das unidades:
Por que e para que perguntar
A pergunta tem exatamente a intenção de instigar a curiosidade, fazendo-nos refletir sobre as intenções possíveis do autor;
Perguntas exigem posturas diferentes com relação às respostas dos alunos:
o 1. Questões que pedem apenas a extração de dados claros no texto, pretendem respostas praticamente iguais de todos os alunos;
o 2. Perguntas que supõem inferências, necessitam de intervenção do professor a fim de garantir respostas possíveis para o texto;
o 3. Perguntas que pressupõe respostas variáveis, em função de valores, não devem ser consideradas erradas, embora mereçam comentários e registros doprofessor;
4. Perguntas que se referem à expressão do gosto do aluno, não apresentam respostas erradas;
o 5. Perguntas em torno da relação do texto com os outros textos ou outras manifestações artísticas (intertextualidade) têm clara ligação com os conhecimentos prévios dos alunos;
As perguntas formuladas aos nossos alunos serão mais pertinentes quando “conhecemos” o texto, suas condições de produção, a turma, bem como os objetivos da leitura do texto escolhido;
Nossas perguntas devem ajudar nosso aluno a avançar na formulação de suas próprias perguntas, caminhando para uma leitura autônoma.
Como chegar à estrutura do texto?
Os procedimentos que levam à estrutura do texto devem considerar atividades diversificadas tais como:
Depreender as ideias principais do texto e sintetizá-las ou dar-lhes título;
- o Apresentar o texto de modo desordenado, para que seja ordenado de forma pertinente;o Inserir no texto trechos desconectados, para que sejam detectados.o OBS: A definição da estrutura do texto não significa uma divisão em partes, sempre aceitas unanimemente. Pode haver variações irrelevantes, que não interferem na compreensão global do texto.
Quando queremos aprender
Com relação ao objetivo de ler para aprender, é importante ter a consciência de que se trata de uma leitura lenta , de apreensão de dados , com várias releituras :
Anotações suas no próprio texto, ou sobre ele, assim como a busca de sua estrutura são atividades facilitadoras para a compreensão global do texto e a retenção de seus dados. Fazer o resumo também é um excelente procedimento para apreender o mais importante do texto;
o Além de aprender o que nos diz um texto, podemos e devemos procurar horizontes mais amplos para nossa leitura: buscar dados sobre o assunto além do texto, relacioná-los, compará-los, na convergência e na divergência.
Poderíamos, assim, dizer que uma leitura mais cuidadosa do texto implica a compreensão do que está escrito “na linha” (o mais diretamente observável no texto), “por trás da linha” (o que está implícito, mesmo não conscientemente), “além da linha” (como o dito se relaciona com outros textos e outras vozes) e “na entrelinha” (no caso do texto literário, que sugere mais de uma interpretação).
om relação à unid. 16 vimos que muitos acreditam que ser escritor é um dom que se desenvolve sem a intervenção de alguém, outros não acreditam na existência de um dom que se desenvolve sem intervenção, mas que há pessoas que, por algum motivo, desenvolvem uma habilidade diferenciada,uma facilidade para escrever, há ainda aqueles que acreditam no dom, mas que este, deve ser despertado e desenvolvido pela escola. Existem professores que acreditam tanto no aluno que deixam que tomem todas as decisões sobre a escrita sem exercício algum de ensino e de negociação.
Contudo, vimos também que não importa em qual dessas crenças você se encaixe, o importante é que todos têm que aprender a escrever e ter experiências com a escrita,na ESCOLA, pois só se aprende a escrever, escrevendo.
O ensino da escrita como prática comunicativa
Atualmente as funções da comunicação se multiplicaram, então é preciso levar nosso aluno à relacionar as práticas comunicativas com o desenvolvimento e aprendizado da escrita, como um processo:
- Atividades de leitura e préescrita;
- Atividades de planejamento;
- Que linguagem utilizar;
- Quem serão os interlocutores;
- Função ( persuadir, informar...);
- Objetivos;
- Gênero;
- Escrita;
- Revisão;
Em seguida desenvolvemos a atividade proposta para esta oficina. Fizeram duplas, examinaram e interpretaram a imagem de acordo com as poucas informações que o texto trazia ( foram as mais inusitadas). O próximo passo foi a elaboração de um texto publicitário a partir da interpretação feita. Saiu de tudo um pouco: desde propaganda para adoção, cursinho pré-vestibular, à propaganda de universidade. Foi muito criativo este momento!
Para encerrar a atividade, montaram um Plano de aula, adaptado para sua turmas, constendo: Competências e Habilidades, conteúdos, atividades a serem desenvolvidas e avaliação (comentamos um pouco sobre essa parte. Como avaliar?) e uma sequência de quantidade de aulas.
VERIFIQUEM NOSSOS TRABALHOS:
Encerramos falando um pouco sobre algumas atividades do Avançando na prática que serão realizadas nesta quinzena e com o compromisso de nos encontrarmos novamente 16/06/2011, neste mesmo "Bat local" e nesta mesma "Bat hora".
Um forte abraço e um beijo grande para todos.
Até a próxima!
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO
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