quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DÉCIMO SEGUNDO ENCONTRO - TP 6: O processo de produção textual-Revisão e Edição\Literatura para adolescentes.
Iniciamos nosso encontro às 7:00hs do dia 18\08\2011, no auditório da E.M.Profº Eduardo Pereira Calado.
Assistimos a algumas mensagens que nos fizeram pensar sobre nossas práticas pedagógicas. Em seguida passamos ao estudo da unid. 23 ( O processo de produção textual: revisão e edição) no qual fizemos pudemos ver que:
Ao elaborarmos um texto percorremos algumas etapas, tais como: planejar, escrever, revisar e editar. Na revisão o escritor faz uma atenta leitura do que foi produzido, relacionando o resultado esperado com o obtido, é nessa etapa que o autor-escritor vai se distanciando da obra e reaproxima-se novamente na condição de leitor, para assim decidir se o texto produzido pode ser lido e compreendido por outros.
Fizemos a leitura do texto da pág. 121 e em seguida, pedi que cada um fizesse um resumo do texto lido e depois analisasse seu resumo segundo algumas orientações do livro.
Vimos também que quando examinamos o tipo de retorno que muitos professores dão aos textos de seus alunos notamos que existem alguns desacordos que podem levar à ineficácia do processo de revisão.
Um procedimento interessante é o professor apresentar a seus alunos listas que o ajudem a verificar seu texto durante a revisão.
Vimos uma dessas listas sugeridas por Scardamalia e Bereiter para que o aluno trabalhe o desenvolvimento local e geral do texto ( no livro, pág. 131).
A etapa de revisão é desencadeada após a escrita do primeiro rascunho, da primeira versão do texto.
E neste momento a sua avaliação deve ser inserida numa perspectiva comunicativa, considerando os elementos das situações de comunicação, do processo de produção e do tema, apontando aquilo que é relevante e aquilo que precisa ser reescrito com clareza e objetividade.
EDIÇÃO
A edição é a etapa em que se revisa mais uma vez o texto para produzir a última versão. Nesta etapa, há uma apropriação diferenciada da noção de audiência, de suporte, coerência e coesão. Fazem-se os últimos retoques, verificam-se a forma, inclusive de ortografia e pontuação.
Se, por exemplo, existe alguma dúvida quanto à organização de um dado trecho do texto, o autor é capaz de definir enquanto escreve ou no processo de revisão uma questão como “isto não está claro, não está suficiente”, o que o levaria a “reelaborar de forma mais clara”. Escritores maduros estão em um contínuo processo de reflexão.
Passamos então à discussão sobre a unid. 24: Literatura para adolescentes, e percebemos que os estudos em torno da leitura dos adolescentes são poucos e são totalmente convergentes. Concordam, no entanto, em um ponto: a leitura deles não coincide com aquela que nós, adultos em geral e educadores, em especial, gostaríamos que eles lessem 
O problema não é só “O que”, “Quanto”, mas “Como” leem:
         Nossos alunos, quando muito, leem de modo superficial “leem a linha”, mais fácil de ser apreendida numa leitura rápida;
         A dificuldade com relação à leitura autônoma, mesmo de significados superficiais e evidentes, leva à pouca criticidade e ausência de inferências;
         Nossos alunos leem pouco além do exigido pela escola, e em geral essa leitura não escolar elege poucas vezes o livro. Privilegiam os textos curtos, em revista ou jornal, o que parece contribuir decisivamente para uma leitura rasa.
Já sabemos que nossos alunos leem pouco.
Percebemos também que seus problemas de leitura estão ligados também a uma leitura insuficiente do professor e de práticas pouco produtivas da escola, em torno do ato de ler.
O Professor precisaria insistir em leituras mais longas, completas, e dar um espaço para o livro de literatura.
As propostas de leitura que fazemos não deve deixar a impressão de que resulta de um trabalho solto, leviano ou irresponsável. Muito ao contrário, ela exige atenção aguda e constante com relação ao que nossos alunos estão lendo.Afinal uma boa literatura aposta no novo, no diferente,na expressão mais democrática e subversiva do mundo
O Professor tem que ter ENTUSIASMO, conhecimento em torno da literatura e contato constante com obras literárias. Para assim poder ENTUSIASMAR seus alunos.
Terminado este momento, falamos um pouco sobre o Projeto do Gestar: "RODA DE LEITURA: UMA PRÁTICA PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES", projeto que será desenvolvido por todas as cursistas em suas devidas salas e escolas.
Comentamos sobres as dificuldades no desenvolvimento de alguns "avançando na prática". Logo após dei "uma olhadinha" nas pastas de algumas cursistas e frisei a importância de colocarem em dia o trabalho. Pois assim os alunos caminham no conhecimento junto conosco. Se atrazam muito e depois irão se sentir perdidas e desmotivadas para aplicar as atividades. 
Encerramos nosso encontro com uma breve avalição de dia na qual todos demonstram satisfação em estar participando.
Até a próxima...
                             ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO

terça-feira, 9 de agosto de 2011

DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO:
Unidades 21 e 22 - ARGUMENTAÇÃO E LINGUAGEM e PRODUÇÃO TEXTUAL: PLANEJAMENTO E ESCRITA
Nosso encontro teve início com um vídeo de boas vindas aos cursistas: " Ser educador" para refletirmos um pouco sobre nossas práticas.
Passamos à apresentação da atividade da Oficina 10, TP 5, que era a produção de um texto publicitário a partir de uma Negativa. Todos fizeram a atividade com muita criatividade e esmero. Vejam as fotos:









Em seguida passamos ao conteúdo desta TP6, unidades 21 e 22: Argumentação e o planejamento da escrita. Vimos que:
Nossas reflexões sobre a linguagem se apoiam na concepção de que usamos as línguas não apenas para retratar o mundo ou dizer algo sobre as coisas, mas para atuar, agir sobre o mundo e as coisas; para através da linguagem, argumentar e convencer.
Quando temos consciência de que nosso objetivo maior ao produzir um texto é fazer o leitor/ouvinte crer em algumas de nossas ideias, classificamos esse texto como Argumentativo.
Dependendo da situação de comunicação, das finalidades do ato da linguagem, as maneiras de organizar a tese e os argumentos podem variar.
Uma argumentação é considerada inadequada ou defeituosa quando não dá condições para que os objetivos sejam atingidos. Há várias razões para isso acontecer: podem ser razões ligadas à incompreensão, ou não aceitação, do interlocutor; podem ser razões ligadas ao desenvolvimento do texto, ou mesmo razões relacionadas à não correspondência entre os argumentos e o “mundo real”.
Uma boa argumentação depende, primeiramente, da clareza do objetivo e depois, da solidariedade entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo.
Como argumentar é firmar uma posição diante de um problema, um compromisso com a informação e o conhecimento, não é possível construir uma boa argumentação com argumentos fracos, falsos ou incoerentes.
PRODUÇÃO TEXTUAL: O PLANEJAMENTO DA ESCRITA
No planejamento de textos argumentativos, deve-se considerar os itens que relacionam o tema, objetivo e a linha de argumentação. O planejamento varia, não somente de acordo com estilos pessoais, mas de acordo com a área de conhecimento do tema, do texto e o suporte.
Um bom texto pode ser produzido a partir de atividade de pré-escrita e trabalho em grupo, por exemplo. E uma boa aula de escrita, é baseada na prática e no diálogo reflexivo.
A escrita se desenvolve a partir de um processo de avanços e retrocessos, mas à medida que praticamos fica mais fácil vermos os avanços. O desafio é de se aprender um pouco mais da técnica e imprimir nossa voz na construção de texto coeso e coerente de acordo com as condições de produção.
Durante a escrita e a sua releitura e reescrita as perguntas que podemos fazer são algumas das sugeridas por Calkins (2002, p. 33):
         “O que eu disse até agora? O que eu estou tentando dizer?
         Será que eu gosto do escrevi? O que é tão bom aqui, que possa entender? O que não é bom que eu possa arrumar?
         Como meu texto soa? Como parece?
         O que meus leitores pensarão quando ler isto? Que indagações poderão fazer? O que observarão? Sentirão? Pensarão?
         E o que farei a seguir?”
Essas são perguntas que podem ocorrer na produção de um texto. Algumas até na produção de um bilhete, pois dizem respeito ao ato comunicativo. À formulação de significados que farão sentido para mim, como escritor, e para o outro, como leitor.
Também comentamos algumas atividades e alguns Avançando na Prática que são bem interessante para o trabalho em sala de aula como o da página 23, a atividade da página 47, atividade de planejamento da escrita da página 91 e muitas outras.
Passamos a partilha dos Avançando na Prática, quando a cursista Vanessa comentou sobre sua  turma, dizendo que eles já estavam sentindo falta das atividades do Gestar, pois ela havia dado “um tempo” por causa das provas finais e férias, disse que agora retomou as atividades à todo vapor.
Ao final, desenvolvemos a atividade proposta para esta oficina de desenvolver um fechamento para o texto de Moacyr Scliar, página 220 e 221, fizermos os planejamentos para desenvolver esta atividade também com os alunos.
Passamos à avaliação do encontro: Não sei se as cursistas estão sendo verdadeiras, mas todas são unânimes em dizer que estão gostando e que o trabalho com o Gestar tem facilitado os trabalhos em sala de aula.
Encerramos o encontro com o combinado de nos vermos novamente dia 18/08/2011 no mesmo local e horário.
Até a próxima....
                                              ANDREA ARAUJO

quarta-feira, 20 de julho de 2011

DÉCIMO ENCONTRO: OFICINA LIVRE - SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Nos reunimos para essa oficina, no dia 07/07/2011, às 7:30, no auditório da E. M. Profº Eduardo Pereira Calado. O tema era Sequência Didática no trabalho com Gêneros Textuais.
Iniciamos esta oficina com a leitura do texto : "A máquina extraviada"- José J. Veiga, texto que faz parte do materia de trabalho proposto pelas Olimpíadas de Língua Portuguesa, assim também como toda esta oficina. Depois da leitura passamos aos questionamentos, sempre relacionando com nossa práticas pedagógicas.
Em seguida vimos um vídeo sobre o relato das práticas de alguns professores 
no trabalho com gêneros (DVD do material das Olimpíadas de Língua Portuguesa). O vídeo foi muito emocionante e todos puderam ver que nem sempre tudo dá certo, mas sempre há uma saída, sobretudo se tivermos força de vontade.
Passamos ao conceito de Sequência Didática: vimos que é um conjunto de atividade ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo etapa por etapa. Essa sequência de atividades permite que os alunos cheguem gradualmente ao domínio de dterminado conteúdo.
Ao organizar a sequência didática para o trabalho com gêneros textuais (orais ou escritos), o professor planeja seu trabalho para orientar seus alunos a ler, escrever e escutar ativamente, a explorar diversos exemplares do gênero escolhido. Assim, eles dominarão pouco a pouco suas características e produzirão textos dos gêneros estudados. Vejamos passo a passo a sequência didática para a produção de gêneros textuais:
  1. Apresentação do projeto de escrita e da situção de produção: o professor inicia a sequência apresentando aos alunos, o gênero a ser estudado, ressaltando a importância de ler e produzir textos daquele gênro. Pode-se verificar aqui, se os alunos sabem em que situações sociais esses textos são produzidos, com que finalidade, para quem ler, e em que suportes textuais são encontrados.
  2. Diagnóstico inicial: neste momento, deve-se verificar o que a turma sabe sobre gênero que será estudado, pedindo que escrevam, indicando os elementos da situação de produção: a quem se destina, qual a finalidade, onde será publicado. Isto favorece o planejamento de intervenções, possibilitando que todos cheguem ao final da sequência didática proposta com maior domínio do gênero.
  3. Leitura dos textos: para que os alunos ampliem seu repertório e se aproximem do gênero estudado, eles precisam ler bons e variados textos. O professor deve servir de mediador entre os alunos e os textos.
  4. Estudo das características do gêneros: aqui devem ser propostas várias atividades de oralidade, leitura, escrita e reflexão sobre a língua. Elas levam o aluno a identificar as características peculiares do gênero e a situação sociocomunicativa em que ele será usado.
  5. Pesquisa sobre o tema: nesta instância é precisa conhecer sobre o que se vai escrever e para isto, a pesquisa é fundamental. Consultar várias fontes, entrevistar pessoas, analisar documentos e coletar dados da cultura podem ajudar.
  6. Produção coletiva do texto: Neste momento, orientados pelo professor, os alunos organizam e sintetizam o que foi aprendido. A troca de informações entre os colegas permite ao aluno que está em uma etapa mais avançada de conhecimento auxiliar no processo de aprendizagem dos demais.
  7. Produção individual: o desafio desta etapa é a escrita individual do texto, tendo em mão o roteiro que orienta a produção do gênero estudado. Espera-se, nessa etapa que o aluno coloque em prática grande parte do que foi ensinado.
  8. Aprimoramento e reescrita do texto: Depois da escrita individual, o aluno - de posse do roteiro e com auxílio do professor - fará a revisão e as reformulações necessárias para o aprimoramento de seu texto.
  9. Publicação do texto produzido:Para finalizar o trabalho, o professor prepara os textos produzidos pelos alunos para a publicação. Deve escolher o suporte ideal para isso. Ppor exemplo, se trabalhou com artigos de opinão, pode publicá-los no jornal local ou na internet. Se trabalhou com poemas, pode apresetá-los em um sarau ou organizá-los em uma coletânea e assim por diante.

Terminada esta parte de conceituação, passamos à realização de uma dinâmica, onde as cursistas puderam organizar na prática as situações da sequência didática: "O caminho das pedras" separei a turma em grupos e distribuí cartões recortadso e emberalhados com os passos da sequência didática para um grupo e pedi que colocassem na ordem. Para o outro grupo recotei e emberelhei uma situação de trabalho com gênero em sala de aula ew pedi que ordenassem de acordo com o concento de sequência didática. O trabalho foi desafiador. Serviu para vermos que nem sempre seguimos a sequência certa para o aprendizado de nosso alunos.
Este encontro foi muito produtivo e divertido. Na avaliação, os elogios foram abundantes e muitos disseram que irão aproveitar a sequência para ensino do outros conteúdos além da produção de texto.
Encerrei com a leitura do texto " A professora e a maleta" de Lygia Bojunga. Deixei para as cursitas alguns questionamentos como: E a nossa maleta, o que tem? Como vamos partilhar esses conteúdos? Somos responsáveis por essa bagagem?
Relembrei que todas devem aproveitar as férias para colocarem suas pastas de trabalhos em dia e organizarem e planejarem as próximas atividade a serem realizadas depois das férias. Nos encontraremos novamente dia 28/07/2011, primeira quinta-feira depois das férias.
BOAS FÉRIAS PARA TODOS!!!!
Até mais...
ANDREA ARAUJO

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Nono Encontro: COESÃO TEXTUAL E RELAÇÕES LÓGICAS DO TEXTO 
Iniciamos nosso encontro às 7:00, do dia 30/06/2011, no Auditório da E. M. Profº Eduardo Pereira Calado. Assistimos ao vídeo de uma mensagem "A renovação da Águia", sobre o qual foram feitos muitos questionamentos e reflexão sobre a nossa prática pedagógica.
Terminado esse momento, passamos à discussão sobre o conteúdo das unidades do dia.
Coloquei no slide as seguintes frases: "O início do fim.Esqueceram meu nome. Uma ilha às escuras. A vaca vos."E pedi que as cursistas pensassem em situações sociocomunicativas em que estas sentenças pudessem ser usadas. Todas chegaram à conclusão que assim como se apresentaram provavelmente não seria possível a construção de sentidos. Pedi que dissessem o que seria necessário então. E assim descobriram que faltavam algumas informações e isso as levou a entender que a Coesão textual é exatamente o mecanismo que faltava e é ela que articula as informações de um texto, relacionando sentenças com o que veio antes e com o que virá depois, no propósito comunicativo de, conjuntamente, tecer o texto, ou seja, é um conjunto de recursos linguísticos que orientam a construção da continuidade de sentidos e trabalha em conjunto com a Coerência.
Relembramos também sobre Cadeia coesiva, Coesão por justaposição, Coesão referencial, sequencial e vimos que o importante da Coesão é dar continuidade às ideias expostas no texto, criando uma elo entre as mesmas para a construção do sentido do texto.
Passando às relações lógicas do texto, vimos que a construção da lógica é algo que depende do autor que vai dar as "pistas" e do leitor que vai entender essas "pistas". Existe a lógica temporal, de identidade e as negações que ajudam na construção dessa lógica.
Um texto se constrói a partir de informações sobre um tema escolhido e sobre relações lógicas que buscam um fio condutor da coerência das ideias entre si e com a situação em que é produzida. Muitas situações nem precisam ser explicitadas no texto porque decorrem de ideias já expressas anteriormente. Pela relações lógicas recuperam-se tais significados implicitos.
O próximo passo do encontro deste dia foi a troca de experências do "Avançando na Prática": foram feitas as trocas de experiências de sala de aula, a professora Cláudia mostrou algumas fotos dos trabalhos de seus alunos ( atividade da Oficina passada que diz respeito às profissões), a Vanessa também desevolveu a mesma atividade e foi muito criativa ao criar um painel com as fotos dos próprios alunos com a profissão que cada um deseja para si. Eles entrevistaram alguns profissionais e escreveram a carta e, o melhor, é que alguns profissionais, contactados pela professora, irão responder às cartas dos alunos. Adorei a ideia e a interação.Isso vai ser muito importante até para a autoestima deles.
Como o tempo ja estava avançado, não deu tempo de realizar a atividade proposta pela oficina. E a mesma ficou de "tarefa para casa". Vamos apresentar no primeiro encontro quando retornarmos das férias, pois dia 07/07/02011 teremos um encontro , mas é OFICINA LIVRE sobre Sequência Didática.
Fizemos a avaliação do encontro e por enquanto os que ficaram ( tenho muitos cursistas que desistiram), estão gostanto e achando o curso desafiador e todos dizem que estão aprendendo muito.
Nos despedimos e temos um encontro marcado para a semana que vem.
  Até a próxima semana.
                       Abraço forte... 
                            ANDREA O. ARAUJO

segunda-feira, 4 de julho de 2011

OITAVO ENCONTRO: Unids.17 e 18
Estilística e Coerência Textual
Nos encontramos dia 16/06/2011, no Auditório da E. M. Prof. Eduardo Pereira Calado, das 7:00 às 11:00.
O assunto deste dia foi a Coerência Textual, mas antes disso falamos um pouco sobre Estilística.
Vimos que a Estlística é o estudo do Estilo que cada autor usa quando vai escrever seu texto, é o resultado da escolha dos recursos expressivos capazes de produzir efeitos de sentido motivados por fatores afetivos ou emocionais do falante/escritor e não deve ser confundido com variante linguística, já que esta é uma característica fixa do mesmo.
Concluímos também, que pelo caráter humano universal das manifestaçoes estilísticas na linguagem, pode-se dizer que o Estilo é o próprio homem.
Da unidade da Coerência Textual, relembramos que Coerência é um dos fatores de textualidade que permitem fazer de um amontoados de frases um texto, e é resultado que os interlocutores (autor/leitor) obtêm interagindo entre si.
Também pode estar ligada à interpretação, e por isso depende das inferências que o leitor seja capaz de fazer a partir das pistas dadas pelo próprio texto.
Em seguida passamos ao relato das experiências dos Avancando na Prática do TP4. Algumas cursistas estavam com atividades atrazadas e aproveitaram para comentar sobre elas. Os alunos da professora Cláudia fizeram a tividade do Letramento (postarei as fotos ao final), muitas cursistas apresentaram o plano e a sequência de aulas para a atividade proposta na oficina da unidade 16 ( fotos ao final).
Encerrada esta etapa, passamos à proposta de atividade da oficina desta unidade que era de fazer um resumo analisando um texto publicitário, observando a linguagem verbal e não verbal associando esta análise aos conceitos construídos no decorrer deste TP, para depois fazer um resumo e apresentar para o grupo. Assim o fizemos.  Esta atividade foi bem produtiva e criativa: a cursista Vanessa escolheu um outro anúncio publicitário e analisou muito bem fazendo inferências ao conteúdo trabalhado. Vejam fotos:



Encerramos com uma avaliação dos trabalhos e o grupo é unânime em dizer que depois do Gestar, ser professor de Língua Portuguesa ficou muito mais fácil e prazeroso.
Fiz alguns questionamentos com relação à próxima unidade: Relções lógicas no texto, com :
  • identificar relações lógicas de temporalidade e de identidade;
  • analisar efeitos de sentido decorrentes da negação;
  • analisar os significados implícitos no texto.
Tudo isso contribui para a construção dos significados do texto.
Nos despedimos e fizemos o combinado de nos encontrarmos novamente, dia 30/06/2011, no mesmo local e horário.
ATÉ A PRÓXIMA. FIQUEM COM DEUS!!!
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO
VEJAM ALGUMAS FOTOS DOS TRABALHOS DOS ALUNOS QUE PARTICIPAM DO PROGRAMA GESTARII LÍNGUA PORTUGUESA:








segunda-feira, 20 de junho de 2011

SÉTIMO ENCONTRO
TP4 UNIDs. 15 e 16: MERGULHO NO TEXTO E A PRODUÇÃO TEXTUAL- CRENÇAS E TEORIAS

Nos encontramos novamente, na E. M. PROFº EDUARDO PEREIRA CALADO, às 7:00, no dia 02/06/2011, para a realização da oficina referente ao TP4-unidades 15 e 16 que tratam dos assuntos: MERGULHO NO TEXTO e A PRODUÇÃO TEXTUAL:CRENÇAS, TEORIAS E FAZERES.
Iniciamos relembrando o conteúdo das unidades:
 Por que e para que perguntar
     A pergunta tem exatamente a intenção de instigar a curiosidade, fazendo-nos refletir sobre as intenções possíveis do autor;
                        
            Perguntas exigem posturas diferentes com relação às respostas dos alunos:
o    1. Questões que pedem apenas a extração de dados claros no texto, pretendem respostas praticamente iguais de todos os alunos;         
o       2. Perguntas que supõem inferências, necessitam de intervenção do professor a fim de garantir respostas possíveis para o texto;
o       3. Perguntas que pressupõe respostas variáveis, em função de valores, não devem ser consideradas erradas, embora mereçam comentários e registros      doprofessor;  
   4. Perguntas que se referem à expressão do gosto do aluno, não apresentam respostas erradas;
o     5. Perguntas em torno da relação do texto com os outros textos ou outras manifestações artísticas (intertextualidade) têm clara ligação com os conhecimentos prévios dos alunos;
    As perguntas formuladas aos nossos alunos serão mais pertinentes quando “conhecemos” o texto, suas condições de produção, a turma, bem como os objetivos da leitura do texto escolhido;
    Nossas perguntas devem ajudar nosso aluno a avançar na formulação de suas próprias perguntas, caminhando para uma leitura autônoma. 
Como chegar à estrutura do  texto?                                         
   Os procedimentos que levam à estrutura do texto devem considerar atividades diversificadas tais como:
 Depreender as ideias principais do texto e sintetizá-las ou dar-lhes título;
  • o           Apresentar o texto de modo desordenado, para que seja ordenado de forma pertinente;
    o           Inserir no texto trechos desconectados, para que sejam detectados.
    o             OBS: A definição da estrutura do texto não significa uma divisão em partes, sempre aceitas unanimemente. Pode haver variações irrelevantes, que não interferem na compreensão global do texto.                   
    Quando queremos aprender              
      Com relação ao objetivo de ler para aprender, é importante ter a consciência de que se trata de uma leitura lenta , de apreensão de dados , com várias releituras :
 Anotações suas no próprio texto, ou sobre ele, assim como a busca de sua estrutura são atividades facilitadoras para a compreensão global do texto e a retenção de seus dados.

Fazer o resumo também é um excelente procedimento para apreender o mais importante do texto;     

o    Além de aprender o que nos diz um texto, podemos e devemos procurar horizontes mais amplos para nossa leitura: buscar dados sobre o assunto além do texto, relacioná-los, compará-los, na convergência e na divergência. 
            Poderíamos, assim, dizer que uma leitura mais cuidadosa do texto implica a compreensão do que está escrito “na linha” (o mais diretamente observável no texto), “por trás da linha” (o que está implícito, mesmo não conscientemente), “além da linha” (como o dito se relaciona com outros textos e outras vozes) e “na entrelinha” (no caso do texto literário, que sugere mais de uma interpretação).
om relação à unid. 16 vimos que muitos acreditam que ser escritor é um dom que se desenvolve sem a intervenção de alguém, outros não acreditam na existência de um dom que se desenvolve sem intervenção, mas que há pessoas que, por algum motivo, desenvolvem uma habilidade diferenciada,uma facilidade para escrever, há ainda aqueles que acreditam no dom, mas que este, deve ser despertado e desenvolvido pela escola. Existem professores que acreditam tanto no aluno que deixam que tomem todas as decisões sobre a escrita sem exercício algum de ensino e de negociação.
Contudo, vimos também que não importa em qual dessas crenças você se encaixe, o importante é que todos têm que aprender a escrever e ter experiências com a escrita,na ESCOLA, pois só se aprende a escrever, escrevendo.
O ensino da escrita como prática comunicativa 
Atualmente as funções da comunicação se multiplicaram, então é preciso levar nosso aluno à relacionar as práticas comunicativas com o desenvolvimento e aprendizado da escrita, como um processo:
  • Atividades de leitura e préescrita;
  • Atividades de planejamento;
  • Que linguagem utilizar;
  • Quem serão os interlocutores;
  • Função ( persuadir, informar...);
  • Objetivos;
  • Gênero;
  • Escrita;
  • Revisão;
Em seguida, passamos à partilha da prática: muitos dos cursostas estão bem adiantados com relação à aplicação das atividades em sala de aula, porém alguns ainda têm certa dificuldade e insegurança. É nesse ponto que a partilha surte efeito. Sinto que quando um colega conta da sua prática que deu certo aquela que está inseguro faz perguntas e pede socorro. Este momento está sendo muito proveitoso.
Em seguida desenvolvemos a atividade proposta para esta oficina. Fizeram duplas, examinaram e interpretaram a imagem de acordo com as poucas informações que o texto trazia ( foram as mais inusitadas). O próximo passo foi a elaboração de um texto publicitário a partir da interpretação feita. Saiu de tudo um pouco: desde propaganda para adoção, cursinho pré-vestibular, à propaganda de universidade. Foi muito criativo este momento!
Para encerrar a atividade, montaram um Plano de aula, adaptado para sua turmas, constendo: Competências e Habilidades, conteúdos, atividades a serem desenvolvidas e avaliação (comentamos um pouco sobre essa parte. Como avaliar?) e uma sequência de quantidade de aulas.
VERIFIQUEM NOSSOS TRABALHOS:















Encerramos falando um pouco sobre algumas atividades do Avançando na prática que serão realizadas nesta quinzena e com o compromisso de nos encontrarmos novamente 16/06/2011, neste mesmo "Bat local" e nesta mesma "Bat hora".
Um forte abraço e um beijo grande para todos.
Até a próxima!
ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sexto Encontro:  TP 4:Unidades 13 e 14 - LEITURA, ESCRITA E CULTURA E O PROCESSO DA LEITURA

Iniciamos nosso encontro com uma retomada da diferença entre alfabetização e letramento.Temos entre os cursistas, professoras que também trabalham com alfabetização e elas nos auxiliaram bastante nesse processo. Fizemos uma demonstração com uma criança que ainda não é alfabetizada, para que ficasse bem clara a diferença.
Vejam as fotos:









Ela identificou todos os rótulos que, de alguma maneira, estavam presentes no seu dia-da-dia. E a cursista Sandra Batista comentou que depois que ela descobriu o letramento, ficou muito mais fácil de ensinar e alfabetizar seus alunos pois eles conseguem perceber, em suas práticas, a necessidade da escrita . Vimos também que a alfabetização é o desenvolvimento dessa escrita a partir de  práticas e aprendizados e individuais que devem ser ensinados e incentivados na escola.
Passando pela unidade 14, relembramos que para que o processo de leitura se desenvolva, é preciso:
1º- A construção do significado;
2º- Ter um objetivo;
3º- Conhecimentos prévios que irão interferir na construção do significado.
Fizemos a tividade 4, pág. 73, para enteder melhor o que foi dito.







Em seguida fizemos a partilha da práticas dos cusistas. Alguns ainda estão um pouco inseguros, ao passo que outros já sentem seguros até para inovar junto aos "Avançando na Prática". Isso está sendo muito rico, pois aquele que aplicou determinada atividade que não deu certo, troca informações e experiência com aquele que aplicou a mesma atividade e deu certo. 
Comentamos também, sobre os "avançando na prática" destas duas unidades para que cada um tirasse suas dúvidas com relação às atividades a serem desenvovidas nos próximos 15 dias. Muitos escolheram as atividades da pág. 41 e 51 devido ao fato de as Festas Juninas estarem se aproximando e assim poderão usá-la para a divulgação e confecção de convites e cartazes.
Encerramos com uma "pincelada" no que veremos no próximo encontro: A Produção textual - Crenças, teorias e fazeres.
Até a próxima, dia 02/06/2011!
Abraço...                                            
                                                                 ANDREA ARAUJO